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X COLÓQUIO INTERNACIONAL SOBRE LITERATURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA
PARA QUE SERVE A LITERATURA AFINAL? ​
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Universidade Sorbonne Nouvelle, 2 e 3 de fevereiro de 2026.
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Coordenação: Leonardo Tonus (Universidade Sorbonne Nouvelle) e Regina Dalcastagnè (Universidade de Brasília)
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Organização: Grupo de Estudos em Literatura Brasileira Contemporânea (GELBC) e Centre de recherches sur les pays lusophones (CREPAL)
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Comissão científica: Lucía Tennina (Universidad de Buenos Aires), Lúcia Zolin (Universidade Estadual de Maringá), Luciene Azevedo (Universidade Federal da Bahia), Roberto Vecchi (Universitá di Bologna), Sara Brandellero (Universiteit Leiden), Virgínia Vasconcelos Leal (Universidade de Brasília)
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Em tempos de desinformação e de elogio ao autoritarismo, de ataque ao conhecimento e às artes, de substituição do engenho humano pela “inteligência artificial”, cabe retomar a pergunta que nunca deixou de incomodar pesquisadores e professores da área: para que serve a literatura, afinal? Recusamos o discurso vulgar, vociferado de forma cada vez mais desinibida por formadores de opinião e lideranças políticas, de que as artes e humanidades são carentes de valor, assim como recusamos a ideia de que este valor só pode ser conferido por mecanismos de mercado. Por outro lado, não é mais possível aceitar a percepção romântica de que a literatura e as outras artes nos tornam melhores, mais sensíveis, mais humanos. Será que seu valor reside exatamente em sua ausência de sentido utilitário, em ser “tudo aquilo que nos leva a coisa nenhuma/e que você não pode vender no mercado”, como escreveu o poeta Manoel de Barros – e assim afirmar a vida humana em si mesma? Ou a literatura, sem que se atribua a ela qualquer propriedade transcendente, permite o acesso a aspectos da experiência de mulheres e homens que, de outra maneira, dificilmente seriam alcançáveis? Este X Colóquio Internacional sobre Literatura Brasileira Contemporânea, que reunirá especialistas de diferentes países, não pretende alcançar nenhuma resposta fechada, mas lançar a discussão e refletir sobre por que produzir e estudar literatura em um mundo em que tantos desafios parecem mais urgentes.
PROGRAMAÇÃO
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Local: Université Sorbonne Nouvelle
Maison de la Recherche – 4 rue des Irlandais
Salle Athena
Dia 2 de fevereiro – segunda-feira
9h – Recepção dos convidados.
Mesa 1 – 9h30 às 10h20
Palavras silenciadas: a literatura brasileira em seus embates políticos e estéticos
Regina Dalcastagnè (UnB)
O esgotamento das palavras face às catástrofes
Leonardo Tonus (Université Sorbonne Nouvelle)
Mediação: Leila Lehnen
Mesa 2 – 10h20 às 11h40
Sentir outro-que-humano: leituras a partir do sensorium multiespécies
Leila Lehnen (Brown University)
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Seres vivos, futuro e literatura: o caso das abelhas de Galera e Polesso
Bruno Anselmi Matangrano (École Normale Supérieure de Lyon)
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Água e sensações sinestésicas na lírica de Ana Martins Marques
Berit Callsen (Universität Osnabrück)
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Mediação: Ricardo Barberena
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INTERVALO
Mesa 3 – 14h às 15h20
Ainda chove dentro da fantasia: a literatura e o cinema mental
Ricardo Barberena (PUCRS)
Literatura e legado: a sobrevivência de Macabéa na cultura contemporânea
Claire Williams (St. Peter’s College)
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Um Paradeiro, múltiplas literaturas: para que serve o romance de Luís Bueno
Ana Clara Magalhães de Medeiros (UnB)
Mediação: Jeremy Lehnen
Mesa 4 – 15h20 às 16h10
Literatura como performance de parentesco
Mariana Simoni (Freie Universität Berlin)
Tybyra: performando a resistência queer contra o extrativismo macho
Jeremy Lehnen (Brown University)
Mediação: Paulo César Thomaz
INTERVALO
Mesa 5 – 16h30 às 17h50
Os modos de ação do fracasso: 4 atos de linguagem recentes no campo literário brasileiro
Paulo César Thomaz (UnB)
Do direito à literatura às novas vozes fabuladoras: o campo literário brasileiro nos últimos 30 anos
Graziele Frederico (UnB)
Entrevistas com escritores e escritoras da literatura brasileira contemporânea: crítica, circulação e atualidade
Mireille Garcia (Sorbonne Université)
Mediação: Karina Marques
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REUNIÃO PRAÇA CLÓVIS
18h às 19h – Reunião do projeto Mapeamento crítico da literatura brasileira contemporânea – site Praça Clóvis.
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Dia 3 de fevereiro – terça-feira
Mesa 6 – 9h às 10h20
Bazar Paraná e Opulência, de Luís Krausz: narrativas de mundos particulares pós-Shoah como resistência ao discurso progressista promovido pela ditadura militar brasileira
Karina Marques (Université Sorbonne Nouvelle)
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A busca de "um quase ponto-final": caminhos para a leitura literária
Patrícia Nakagome (UnB)
Ética e poesia ou: quando um professor de literatura escuta dois versos em meio a uma conversa cotidiana
Fabio Roberto Lucas (PUC-SP)
Mediação: Vinícius Carneiro
Mesa 7 – 10h20 às 11h30
O que vale a literatura brasileira exterior? Recepção de Carolina Maria de Jesus na crítica sobre Françoise Ega
Vinícius Carneiro (Université de Lille/Cecille)
Tradução como hospitalidade: para que serve atravessar línguas e culturas?
Šárka Grauová (Palacký University Olomouc)
Para que serve a tradução de resenhas literárias? Uma reflexão sobre Clóvis Square
Sophia Beal (University of Minnesota)
Mediação: Patrícia Nakagome
FÓRUM DOS ESTUDANTES
Mesa 1 – 14h às 14h50
Mediação: André da Silveira Gonçalves (mestrando UnB)
O papel da literatura na construção da identidade nacional: o Brasil não é Oriente
Fabrizio Uecchi (doutorando Université Sorbonne Nouvelle)
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Qual o papel das infâncias no projeto da literatura marginal-periférica?
Irene López Batalla (doutoranda Universidad de Santiago de Compostela)
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A materialidade da literatura: trabalho e função social
Mariana Moura (doutoranda UnB)
Experiência leitora na contemporaneidade: o que pode a literatura diante do controle algorítmico do imaginário?
Larissa Dantas (doutoranda UnB)
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Mesa 2 – 14h50 às 16h10
Mediação: Ana Kelly Araújo dos Santos (mestranda UnB)
Da utilidade do riso: resistência criativa e provocação estética em crônicas de Elvira Vigna
Leda Cláudia da Silva (doutoranda UnB)
Para que serve a literatura diante da precarização das vidas de mulheres?: Quarto de despejo e A hora da estrela
Elvira Andrade (doutoranda Université Sorbonne Nouvelle)
Por que as criaturas de porões e sobrados continuam a nos assombrar? Uma leitura dos impasses da vida social na obra de Lygia Fagundes Telles
Claudia Ayumi Enabe (doutoranda USP/ Université Sorbonne Nouvelle)
Para nós, não existem finais felizes: dramaturgias aberrantes na fabulação de mundos impossíveis.
Juno Nedel (doutorando Udesc)
Realização:



