Vinícius Gonçalves Carneiro

 

Tradutor e professor leitor da Universidade Paris-Sorbonne. Possui graduação em Letras Francês-Português pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2008), com mestrado (2011) e doutorado (2015) em Teoria Literária pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Realizou estágio de doutoramento na UFR de Estudos ibéricos e latino-americanos da Universidade de Paris-Sorbonne – Paris IV (França). Faz parte da equipe dos grupos Paisagens Identitárias na Contemporaneidade (PUCRS) e Estudos em Literatura Brasileira Contemporânea (UnB). Suas áreas de interesse são teoria literária, literatura francesa contemporânea, literatura brasileira contemporânea e crítica literária latino-americana pós-1960. Entre outros textos, publicou os ensaios “Do outro lado do vale: o insólito em Os Malaquias e As miniaturas, de Andrea del Fuego” (Luminara, 2014) e “Pedro Geraldo Escosteguy na história da literatura” (Edipucrs, 2012). Publicou os livros Das luzes às soleiras: perspectivas críticas na literatura brasileira contemporânea (organização com Ricardo Barberena, Luminara, 2014) e Guia de leitura: 100 poetas que você precisa ler (organização com Léa Masina e Ricardo Barberena, L&PM, 2015).

 

Contato: vinicius.gui@gmail.com

 

Currículo Lattes 

 

Projeto de Pesquisa

Pensamento Latino-americano

A “geração da transformação”, conjunto de intelectuais da década de 1970 que convergiram para repensar o continente latino-americano, contou com a participação de Ana Pizarro, Antonio Cornejo Polar, Martín Lienhard, Hugo Achugar, Domingo Miliani, Nelson Osorio e Beatriz Sarlo. O pensamento dessa geração estaria ligado ao de duas outras gerações, a de Roberto Fernández Retamar, Ángel Rama, Antonio Candido e Jean Franco e a de José Martí, González Prada, José Carlos Mariategui e Pedro Henríquez Urenã. Tendo em conta apenas os textos dos intelectuais da “geração da transformação”, é possível identificar uma série de semelhanças: unidades conceituais, pontos de partida em comum, referências teóricas compartilhadas, coincidência de objetos de estudo e a necessidade em fazer com que a América Latina andasse teoricamente com suas próprias pernas. Sendo assim, o projeto a ser desenvolvido consistirá em rastrear o pensamento dos intelectuais latino-americanos pós-1970. 

 

Oulipo e concretismo

Surgidos entre os anos 1950 e 1960, o movimento da poesia concreta brasileira e o grupo literário francês Oulipo (Ouvroir de Litterature Potentielle), adepto das restrições formais, as contraintes, possuem noções norteadoras comuns: a matematização da literatura, a valorização das formas e estruturas literárias, a racionalização da escrita criativa, a releitura da tradição literária e do termo “tradução”. Na verdade, foi entre a intertextualidade e a interdisciplinaridade que se forjou em ambos os grupos a valorização da inovação formal e, simultaneamente, se expressou um desconforto quanto à literatura em voga nos seus respectivos contextos – mal-estar que talvez esteja ligado ao discurso progressista e desenvolvimentista que culminou nas duas Guerras Mundiais. O projeto a ser desenvolvido consistirá em aproximar os dois movimentos literários pós-1950 e seus integrantes através de suas produções e propostas literárias, seus textos críticos e as relações com outras literaturas. 

 

Textos

 

 

Realismo e subalternidade na narrativa brasileira contemporânea: o caso de Tropa de elite

 

Uma vi(ra)da no sistema literário dos anos 60 aos 80: Caio Fernando Abreu, mercado editorial e cultura de massa

 

Enquadramentos da crítica sobre a produção literária dos anos 1970 e 1980: Heloísa Buarque de Hollanda e Flora Süssekind

 

Um projeto civilizatório no romance brasileiro contemporâneo: o estudo de dois casos (escrito com Caio Yurgel)

 

Entre o concretismo e o Oulipo: uma comparação entre movimentos literários posteriores à Segunda Guerra Mundial